
Com o aumento da esperança média de vida e a pressão crescente sobre os sistemas de pensões, a ideia de uma reforma abrupta está a perder força. Cada vez mais profissionais seniores optam por uma transição gradual, mantendo-se ativos através de regimes de tempo parcial, consultoria ou funções de assessoria.
Um estudo da WTW mostra que metade dos trabalhadores no Reino Unido prefere uma saída faseada em vez de uma reforma tradicional. Esta tendência não é apenas social — é profundamente estratégica.
Para as organizações, a transição faseada para a reforma permite:
– reter conhecimento crítico e experiência acumulada
– criar dinâmicas de mentoria intergeracional
– manter o envolvimento de perfis altamente qualificados
– responder à escassez de talento de forma inteligente
Mas esta transformação tem implicações claras no design dos espaços de trabalho.
Ambientes pensados para uma força de trabalho mais diversa exigem:
– espaços multigeracionais, que acomodem diferentes ritmos e formas de trabalhar
– mobiliário confortável, intuitivo e adaptável
– tecnologia inclusiva, fácil de usar e acessível
– experiências de espaço (UX) que priorizem bem-estar, clareza e acessibilidade
O aumento das reformas faseadas reforça uma ideia central: os locais de trabalho já não podem ser desenhados para um único perfil “padrão”. Precisam de acomodar uma maior diversidade física, cognitiva e social, alinhando-se com princípios de design inclusivo e universal.
Mais do que responder a uma tendência, trata-se de criar espaços preparados para o futuro real do trabalho — um futuro mais longo, mais flexível e mais humano.
Na Use, acreditamos que o espaço certo acompanha as pessoas em todas as fases do seu percurso profissional.

